Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta concertos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, abril 28

B Fachada @ Galeria Zé-dos-Bois


O concerto começou à hora marcada com a Galeria Zé dos Bois apinhada e com B fachada ao piano. "Responso para Maridos Transviados", a primeira faixa do álbum homónimo, foi a canção com que iniciou a noite e, desde logo, o público ficou rendido.

Passando para a viola braguesa e, com a entrada de Martim para o contrabaixo, Bernardo Fachada prosseguiu, arrancando gargalhadas ao público com o refrão "dizes que não mas tu queres é b fachada". Sempre bem disposto e simpático, e tendo o público como coro, o músico de Cascais discorreu sobre o seu último álbum, sendo de salientar "Estar à espera ou procurar", "O desamor", "Cantiga de amigo", "Só te falta seres mulher" (ao piano, com o público feminino especialmente efusivo), "Tempo pra cantar" e "Kit de Prestidigitação".

Bernardo revisitou ainda antigos trabalhos discográficos, não esquecendo "Monogamia", faixa presente na Colectânea Novos Talentos Fnac 2009. Do EP "Viola Braguesa" apresentou "Balada à Mariana" e "Cada um" e, do álbum "Um fim-de-semana no pónei dourado", "Zé!", "Beijinhos" e, a última da noite, "Conceição".

Foi uma noite memorável para todos os presentes de onde se concluiu que a música portuguesa está de boa saúde e recomenda-se, sendo B fachada uma lufada de ar fresco, e um dos responsáveis por tal.


Resta ainda referir que o jovem Bernardo conta já com quatro EP’s: “Até Toboso”, “b (fachada) Sings the Lusitanian Blues”, “Mini CD (Produzido por Walter Benjamin)” e “Viola Braguesa” e dois álbuns “Um fim-de-semana no Pónei Dourado” e “b fachada”.


Vale a pena ver e ouvir!


segunda-feira, março 22

Beach House no LUX


Foi num ambiente intimista conseguido na discoteca LUX Frágil, no passado dia 17 de Março, que os Beach House apresentaram em Lisboa o seu novo álbum, "Teen Dream".
A abertura das portas estava prevista para as 22h, mas cerca de uma hora antes a fila para entrar tinha já uma dimensão considerável, uma vez que os bilhetes para o concerto estavam esgotados há cerca de duas semanas e toda a gente queria ficar o mais perto possível dos músicos.
Gerou-se desde cedo uma atmosfera muito informal, tendo Alex Scally saído mesmo do interior da discoteca para se dirigir aos fãs antes da abertura das portas. Às 22h o público começou a entrar e foi dirigido para o piso inferior do LUX, que ficou totalmente cheio e cujo palco estava já decorado com os elementos cénicos que caracterizam a banda.
Pouco tempo depois, Alex Scally, Victoria Legrand e o baterista subiram ao palco perante um público essencialmente jovem e expectante. Iniciou-se desta forma um concerto muito envolvente e quase mágico, em que somos transportados para uma dimensão distante e muito pessoal. Fechar os olhos ao som das músicas calmas e melodiosas de Beach House, enquanto nos concentramos apenas na voz forte mas feminina de Victoria e no instrumental harmonioso de Alex e do baterista, é capaz de nos fazer sonhar e evadir da nossa consciência toda a espécie de preocupações e pensamentos desagradáveis.
Músicas como "Take Care", "Silver Soul", "Norway" e "Used To Be", dedicada aos amantes, foram os pontos altos de uma noite que passou rápido demais.
O concerto foi pontuado pelos agradecimentos de Victoria, que chegou mesmo a dizer que o grupo não merecia tanta assistência (afirmação perante a qual o público teve que, obviamente, discordar) e pelas brincadeiras de Alex, que tornaram o ambiente ainda mais familiar.
Depois de dois encores fortemente aplaudidos, o público teve ainda direito a uma hora de boa música no andar superior do LUX, num ambiente descontraído e nada saturado, como costumam ser as discotecas mais badaladas.
É caso para dizer que depois de uma noite fantástica como esta, o confronto com a agitação de Lisboa e com a pobreza que rodeia a estação de Santa Apolónia foi um violento regresso à realidade do quotidiano e à sociedade indiferente em que vivemos. Não existem dúvidas de que estas noites são capazes de nos proporcionar algumas horas de liberdade, como que um escape a tudo o que nos cansa e desagrada. Mas o regresso é inevitável; a elevação conseguida através da música vale apenas enquanto dura...

segunda-feira, março 15

Diabo na Cruz no S. Jorge 3/3/10

Dia 3 de Março de 2010 o cinema S. Jorge assistiu a mais um memorável concerto da superbanda Diabo na Cruz. Esta superbanda constituída por Jorge Cruz, B Fachada, João Gil, Bernardo Barata e Jão Pinheiro lançou neste Verão que passou o EP "Dona Ligeirinha" e um álbum ("Virou!") depois são já referência do "roque folquelórico" português.


Há quem diga que vieram para salvar a música portuguesa mas eu digo que não vêm sozinhos nessa missão. Digo apenas que vieram para nos fazer dançar o corridinho e não ter vergonha disso! A verdade é que todo o S. Jorge o estava a fazer...a "virar" quero eu dizer! Dos 8 aos 80 não faltava gente a abandonar os seus assentos e a abanar os braços ao ritmo da marcada percussão.


E como "havia meninas à espera e vamos lá por isto a andar" (como afirmam numa das suas músicas), o concerto não tardou a começar à hora (raridade!) e nele ouvimos a já famosa "Dona Ligeirinha" gritámos que "os loucos estão certos" que queríamos era "casamento" e viraram o álbum duma ponta à outra, incluindo ainda três músicas novas.

Foi com grande alegria que a banda constatou que a sala de cinema estava cheia para os receber e foi com alguma pena que constatámos que o Fachada estava sem voz nessa noite...


Deixo-vos com o myspace da banda e com os meus registos de vídeos, que apesar de não terem a melhor qualidade, pelo menos percebe-se que foi um óptimo espectáculo.